quinta-feira, 19 de maio de 2016

Documentação pedagógica

“QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL PAULISTANA- TEMPOS, ESPAÇOS, MATERIAIS E INTERAÇÕES”


Juliana Lopes
 Cristina  Santos
Michele Meira
Silvia Herculano




(...) A relevância do pensamento reflexivo está na criação de uma distância de nós mesmos, capaz de evitar a assimilação com as “histórias” para aumentar as consciências das nossas aquisições, mas, também, da dimensão do possível, daquilo que é possível saber e ser.

TizianaFilipini, 2014, p.54



Objetivos:

ü Fomentar o diálogo sobre as concepções de criança, infância e currículo 

tendo como base a qualidade da Educação Infantil; 
ü Consolidar ações de revisitação dos tempos, espaços, materiais e interações na perspectiva do  Currículo Integrador das Infâncias;
ü Aprofundar as discussões sobre instrumentos de registro para avaliações da qualidade da Educação Infantil na perspectiva da Documentação Pedagógica;

Acolhimento: Café da manhã e exposição de mini-histórias- “Achadouros de Infâncias”



  

Algumas considerações teóricas:


  • DAHLBERG, Gunilla, “Qualidade na Educação da Primeira Infância”, 2003.
  • EDWARDS Carolyn, GANDINILella, Forman George, “As cem linguagens da criança- A experiência de    ReggioEmília em transformação”, 2016.
  • FOCHI, Paulo, “Afinal, oque os bebês fazem no berçário?”, 2015
  • TONUCCI, Francesco, “Com olhos de criança”, 1997
  • Zero, Project, “Tornando visível a aprendizagem, 2014
  • GANDINI, Lella, Bambini: A Abordagem Italiana A Educação Infantil, 2002

1ª estação: Dinâmica: “Escravos de Jó”

  
  

 
  

2ª estação: No auditório, reflexões acerca do conceito de “Documentação Pedagógica” com apresentação de slides e exercício de análise a partir de diferentes registros. Ênfase sobre o “Relatório Individual do bebê/ criança”, os “Indicadores de Qualidade” e as “Mini Histórias” na perspectiva da reflexão coletiva.


 Considera a documentação um processo cooperativo que ajuda os professores a escutar e observar as crianças com quem trabalham, possibilitando, assim, a construção de experiências com elas.
É vista como uma observação aguçada e uma escuta atenta, registrada através de uma variedade de formas pelos educadores que estão contribuindo conscientemente com sua perspectiva pessoal.
Os observadores são “observadores-participantes
  

  • Observando, registrando e coletando instrumento.
  • Levando em consideração o contexto do cenário, as perguntas e os objetivos.
  • Organizando as observações e os instrumentos.
  • Linhas de pesquisa. Uma organização mais detalhada depende se alguma pergunta em particular foi realizada.
  • Analisando observações e instrumentos: construindo teorias.
  • Análise e interpretação do que foi observado, registrado e organizado
  • Reformulando as perguntas
  •  Uma vez reformuladas, elas são mais específicas e permitem-nos ser mais diretos e observar melhor.
  • Planejando, projetando e respondendo
  • Usar nossas observações e as nossas análises de maneira que elas guiassem os nossos planos e dessem forma aos nossos projetos sobre o que poderíamos realizar depois.
 

Uma vez que coletamos nossas observações, precisamos editá-las e prepará-las antes que possamos compartilha-las, discuti-las e interpretá-las. As anotações precisam ser cuidadosamente lidas e organizadas, os registros precisam ser transcritos e as transcrições precisam ser lidas e destacadas; As fotografias e os slides devem ser selecionados (em parte) e colocados em sequencias flexíveis; As fitas de vídeo precisam ser revistas para escolher os excertos que serão exibidos. Quando executamos essas tarefas preparatórias, estamos começando a pensar no que observamos e – entre outras experiências conscientizadoras- estamos percebendo com maior clareza a nossa forma de nos relacionarmos com as crianças.

Uma forma complexa de pensar o planejamento flexível: progettazione

Os educadores italianos usam o termo progettazione para definir o complexo planejamento em conjunto que os professores realizam.
Progettazione, ou “planejamento flexível”, leva em consideração o projeto educacional geral do município.

3ª estação: Curadoria – Pauta de observação sobre a exposição “Achadouros de Infâncias” e de volta ao auditório, reflexões e conceptualizações sobre o instrumento de registro “mini histórias”.

  

  

Existem cem imagens diferentes de criança. Cada um de nós tem em seu interior uma que orienta sua relação com a criança. Essa teoria, em nosso interior, nos leva a um comportamento de diferentes maneiras; orienta-nos quando falamos com a criança, quando a escutamos, quando a observamos. É muito difícil atuar de forma contrária a essa imagem interna. (MALAGUZZI, 1994, apud HOYUELOS, 2004a, p.54)

Por meio da documentação, podemos mais facilmente ver e questionar a nossa imagem de criança, os discursos que incorporamos e produzimos, e que voz, direitos e posição, a criança adquiriu em nossas instituições dedicadas à primeira infância. Por exemplo, só falamos sobre conceitos como “centralidade da criança”, “assumir a responsabilidade pela própria aprendizagem”, “Aprender como aprender”, “criatividade”, “participação” e uma “prática reflexiva”- ou eles realmente permeiam a prática pedagógica? A documentação pedagógica nos permite refletir de forma crítica se essas ideias são apenas no nível da conversa ou se sendo postas em prática e, se estão, de que maneira são entendidas. (DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003, p. 200).

Tarefa Pessoal: A partir das reflexões angariadas sobre as mini histórias, aprofundar seus estudos, compartilhar com seus professores os saberes construídos e auxiliá-los na realização de observação/escuta atenta e criação de mini histórias. Selecionar algumas mini histórias para compartilhar na formação de setembro.

3 comentários:

  1. Adorei ter participado deste encontro e dos anteriores e pretendo participar de todos que vierem, meninas parabéns.
    Cei Universo da criança unidade I
    Coordenadora Michelle Uchibaba

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