quinta-feira, 9 de junho de 2016

TRABALHO AUTORAL DESAFIOS DO EXERCÍCIO DA AUTORIA

TRABALHO AUTORAL DESAFIOS DO EXERCÍCIO DA AUTORIA

Mônica Appezzato Pinazza
Faculdade de Educação da USP
mapin@usp.br

Trabalho Autoral

  • A que se refere o processo autoral?
  • Qual a gramática pedagógica que sustenta a prática do trabalho autoral?
  • Que tipos de práticas educativas são mais propícias à promoção da agência e da autoria das crianças e dos jovens?

Dois Argumentos
  • A autoria das crianças e dos jovens
  • A autoria dos professores
A Autoria das Crianças e dos Jovens

O trabalho autoral não deve ser compreendido como circunscrito a um ciclo de ensino.
A autoria das crianças e dos jovens deve ser compreendida como uma condição essencial em uma gramática pedagógica da participação e da construção.

* um projeto de sociedade democrática
* uma ideologia educacional da inserção e da equidade
* uma gramática pedagógica assentada na construção de conhecimentos, em aprendizagens experienciais e na participação
* uma orientação curricular pautada na integração de experiências e de saberes

Para uma gramática pedagógica da construção e da participação é necessário romper com as lógicas:
  • da fragmentação de saberes
  • do mero ativismo
  • do foco exclusivo no ensino
  •  da agência exclusiva do professor
“ Uma mente com potencial de aquisição de informação e a compreensão da potência em ação são os únicos instrumentos que podemos dar às crianças e que, invariavelmente, servirão independentemente das transformações do tempo e das circunstâncias” (BRUNER, 2008, p.120)

A lógica de projeto precisa estar impregnada nas práticas educativas desde os primeiros tempos da educação básica.
* os desafios de experimentar o trabalho colaborativo de investigação na lógica do projeto somente ao final do ensino fundamental.
[...] é tudo muito novo para mim e para os professores também” (depoimentos de R. e L.)
“[...] deve ser mais difícil para a L. que está no 9º. Ano e vai ser mais fácil para mim que estou no 7º. Ano . E mais fácil para os alunos que vierem depois”

As ideias de temáticas podem emanar do próprio grupo a partir de rodas de conversas, de discussões em grupo ou qualquer outra via de levantamento de possíveis tópicos.

* desconstruir a ideia de que somente os professores podem selecionar bons temas/tópicos de estudos.
“[...] Ah! Eu gosto do tema da minha pesquisa [...] quem escolheu foi a professora {...] mas se fosse para mim (sic) escolher eu gostaria de pesquisar sobre as drogas.” (depoimento de R.)

O grande desafio do trabalho de projetos pode ser a composição da escrita ou seja o processo de registro e, portanto, a sistematização dos acontecimentos dentro do projeto em uma narrativa rica.
“ A pesquisa é até fácil da gente fazer. Está desenvolvendo bem. Tá legal! (sic)[...] agora nós estamos com dificuldade de como elaborar isso para aparecer no TCA. [...] a professora também acha.” (depoimento de R.)
“ [...] é muito difícil escrever as coisas que vão acontecendo. Vai dar trabalho isso. Vamos ver [...] É a primeira vez que eu faço isso. (depoimento de L.).

A Autoria dos Professores

Há uma estreita correspondência entre a autoria das crianças e dos jovens e a autoria dos professores
A admissão da impossibilidade de aplicação universal das teorizações científicas, já havia feito com que Dewey (1929) anunciasse que a ciência pedagógica não se constrói somente a partir dos achados teóricos, no plano intelectual, nem produz regras da prática. Seu valor para a prática educativa – e toda educação é ou um modo de prática inteligente ou acidental e rotineira - é indireto; consiste em oferecer instrumentalidades intelectuais que podem ser utilizados pelo educador(p.28). Assevera que a ciência da educação não se encontra nos livros, nem nos laboratórios experimentais, nem nas salas de aula onde se ensina, senão nas mentes dos que dirigem a atividade educativa(p.32) Portanto, a ciência da educação não pode ser uma ‘ciência de gabinete’ (arm-chair science), descolada do mundo do trabalho das pessoas e de suas práticas educativas.
Em defesa da valorização da independência, da iniciativa e da inventividade dos profissionais da educação, Dewey (1940) dispara:
“ A supressão antidemocrática da individualidade do professor tem uma correlação estreita com a indevida supressão da inteligência e da mente da criança” (p. 68)

Os processos de formação inicial e contínua em serviço dos professores
  • A constituição dos saberes da profissão docente
  • A constituição do projeto educativo da escola
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Apresentação da EMEF 

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Representantes o NAAPA  Nadia  

Mônica Pinazza

Representando a DIPED - Étnico-racial - Prof Marcelo Lopes

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Mônica Pinazza

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Coordenação Pedagógica da EMEI Raul Nemez Professora Márcia  e Professora Leila

Presença da gestão do CEI Dom Luciano  Professoras Celena e Lourdes



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