terça-feira, 25 de outubro de 2016

Mini-histórias na perspectiva da Documentação Pedagógica


“QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL PAULISTANA- TEMPOS, ESPAÇOS, MATERIAIS E INTERAÇÕES”

 
(...) “se a prática educativa tem a criança como um de seus sujeitos, construindo seu processo de conhecimento, não há dicotomia entre o cognitivo e o afetivo, e sim uma relação dinâmica, prazerosa de conhecer o mundo”.

Madalena Freire, 1983
 
 

Objetivos:
 
ü Fomentar o diálogo sobre as concepções de criança, infância e currículo tendo como base a qualidade da Educação Infantil;
ü Consolidar ações formativas a respeito da construção de narrativas (mini histórias) como um dos instrumentos para reflexão coletiva na perspectiva da Documentação Pedagógica como abordagem para Educação Infantil.


 
 

Acolhimento: Café da manhã e vídeo “Olhar de criança”

 
 
 
Algumas considerações teóricas:

- EDWARDS Carolyn, GANDINI Lella, Forman George, “As cem linguagens da criança” ARTMED, 1999
- FOCHI, Paulo, “Mas os bebês fazem o que no berçário, hein?”, Porto Alegre, 2013

1º momento: Resgate das concepções de criança, infâncias, perfil de Professor da Educação Infantil e Currículo Integrador e resgate conceitual da abordagem por Documentação Pedagógica.

 
 

Figura 2 – O processo de documentação como um ciclo de investigação - EDWARDS e GANDINI, 1999

“Uma vez que coletamos nossas observações, precisamos editá-las e prepará-las antes que possamos compartilha-las, discuti-las e interpretá-las. As anotações precisam ser cuidadosamente lidas e organizadas, os registros precisam ser transcritos e as transcrições precisam ser lidas e destacadas; As fotografias e os slides devem ser selecionados (em parte) e colocados em sequencias flexíveis; As fitas de vídeo precisam ser revistas para escolher os excertos que serão exibidos. Quando executamos essas tarefas preparatórias, estamos começando a pensar no que observamos e – entre outras experiências conscientizadoras- estamos percebendo com maior clareza a nossa forma de nos relacionarmos com as crianças.”
EDWARDS e GANDINI, 1999
 
"que documentamos representa uma escolha, uma escolha entre muitas outras escolhas, uma
escolha de que os próprios pedagogos estão participando (…) as descrições que fazemos e as
categorias que aplicamos assim como os entendimentos que usamos para extrair sentido do que
está acontecendo, estão imersos em convenções tácitas, classificações e categorias. Em suma, nós
co-construímos e co-produzimos a documentação como sujeitos e participantes ativos. Nunca há
uma única história verdadeira. ( DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003)"

 
2º momento: Elementos da narrativa para construção de mini histórias: 

Tempo

Espaço

Personagens

Narrador

Enredo
 
Deve constar:
 

·       Título
 
·       Introdução (com quem aconteceu? Quando? Onde?)
·       Trama / Clímax ( O que aconteceu? Como? Por que?)
·       Desenlace (Qual a consequência desse acontecimento?)
 
Escolhas feitas por Paulo Fochi para pesquisa:

 
3º momento: Análise reflexiva de mini história do Ateliê Carambola e de produções das unidades participantes do encontro formativo.


A partir do conceito de narrativas, analisar os elementos da construção a seguir : Atelie Carambola
 
Concentração e inteireza
 

 Giovanna, 3 anos e 10 meses, está erguendo e equilibrando uma construção.
É possível observar seus olhos fixos e profundos, cheios de atenção e expectativa- no bloco que, cuidadosamente, vai colocando sobre o antecessor.
Quais são as hipóteses de equilíbrio? Será que ficará estável, mesmo com um bloco a mais?
 
  As hipóteses de equilíbrio de Giovanna se confirmam; a construção cresce.
Cresce tanto que Giovanna precisa erguer-se sobre a cadeira para dar conta de seguir construindo, focada.


 
Uma vez desfeita a primeira construção, Giovanna concentra-se em refazer.
A repetição é importante, pois permite aprender conceitos, testar novas teorias, confirmar hipóteses.
 

Revista Caramboleira, 09/2016


4º momento: Construção de narrativa/ mini história a partir do vídeo “Conquista” e três imagens selecionadas deste. Intervenções e apontamentos para reflexão sobre “progettazione”.
   
(…) escutar duas explicações contrárias, porém igualmente razoáveis do “mesmo” acontecimento (…). Nos leva a examinar como duas observações poderiam “ver” suceder as mesmas coisas e sair relatos muito diferentes daquilo que aconteceu.
Nos desperta.                                                                                                                             
 
Jerome Bruner

 


 
 
 
 

Um comentário:

  1. Muito legal! Fiquei interessado em assistir ao vídeo "Conquista", citado no 4º momento. Tens como disponibilizar o link? Agradeço, Gabriel!

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